A algum tempo atrás era muito
difícil notar a presença de mulheres nas salas de musculação, tudo devido a
informações erradas à respeito do treinamento de musculação para o sexo feminino, em
decorrência do medo de ficar com os músculos exageradamente grandes, afastavam
as mulheres das salas de musculação.
Pesquisas cientificas realizadas atualmente na área de musculação, acabam com tais especulações. Segundo Guedes Jr., Dilmar Pinto, a finalidade da mulher ao praticar ginástica com pesos é adquirir músculos firmes e contornos arredondados (definição) além de redução da gordura corporal. Este efeito é conseguido rapidamente com a prática da musculação, dieta balanceada e recuperação (descanso) suficiente.
As mulheres apresentam
diferenças significativas em relação ao sexo aposto. As mulheres apresentam um
esqueleto composto por ossos menores, mais leves e frágeis, além das suas
articulações, que são mais frágeis e menos adaptadas aos esforços de alta
intensidade, devido à maturação mais rápida do esqueleto e fechamento dos
discos de crescimento. A grosso modo as mulheres possuem 5% menos massa
muscular que os homens (O’Shea).
O homem adulto é 13 cm mais
alto, com 15,5 a 18, kg mais pesado no peso corporal magro (sem gordura) que a
mulher (Wilmore 1984), que por sua vez possui cerca de 3,5 kg de tecido
gorduroso subcutâneo a mais que o homem. Nas mulheres à uma tendência em
acumulo de gordura maior nos quadris, coxas ( parte interna e culote), e o
abdome, assim como os seios, explica o seu peso relativamente maior em relação
ao seu tamanho.
Segundo Fleck, Steven J. –
Fundamentos do treinamento de Força, algumas mulheres não fazem treinamento de
força intenso (musculação) porque acreditam que seu músculos irão se
hipertrofiar e que elas parecerão menos femininas. Os músculos da mulher média,
no entanto, não se hipertrofiam em EXCESSO. Esta é uma boa notícia para uma
mulher que não deseje um aumento no tamanho dos músculos, mas uma má notícia
para aquela que deseje um aumento no tamanho muscular tal como uma
fisiculturista.
Em geral, no entanto, não estão
fundamentadas as crenças de que as mulheres se tornarão excessivamente
hipertrofiadas, de que os programas de treinamento de força (musculação) para
mulheres devem ser diferentes dos programas para homens e de que o treinamento
de força (musculação) resultará em diminuição da flexibilidade.
Outros fatores importantes são:
a – Na mulher o tronco é maior e os membros inferiores são mais curtos, com
isso o “centro de gravidade” é descolado para baixo, dificultando em esportes
como corrida, mas facilitando na ginástica de solo, por exemplo; quadris largos
e ombros mais estreitos; característica ginóide na mulher, isto faz com que
haja acumulo de gordura abaixo da cintura (quadril e coxa); força muscular menor
que a do homem, isto varia entre 54 e 80% dependendo do segmento muscular;
diferenças hormonais que na mulher principalmente à quantidade reduzida de
“testosterona” impossibilitando alto grau de hipertrofia muscular.






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