Glutamina na
excitação do sistema imune
Dr.Georgean
Torina, nutricionista na Peak Welness Clinic, Greenwich, connecticut, EUA,
afirma que: “foi demonstrado inequivocadamente que a administração e/ou
intravenosa de glutamina ajuda
a estimular o sistema imune”.
Glutamina é
o combustível preferido de células no sistema imune: linfócitos e macrófagos
(as células que lutam contra infecções e ajudam a eliminar escombros
celulares).
Em um estudo de
corredores de maratona, os atletas que ingeriram glutamina até
2 horas depois do término da maratona sofreram mais baixa incidência de
infecções que o grupo de placebo (81% contra 49%).
Este aminoácido
potencializa o sistema imune e ajuda a lutar contra potencias infecções ou
doenças, até mesmo em indivíduos que não se exercitam.
Em casos de
overtraining combinado com descanso insuficiente ou estresse excessivo, o
sistema imune fica deprimido e há maior necessidade de suplementos de glutamina.
Funções
metabólicas da glutamina
·
É um componente das proteínas e peptídeos no corpo.
·
Intervém no equilíbrio de ácido-base por ser feita
de amônia.
·
É um precursor dos açúcares de amino.
·
Intervém na desintoxicação de substâncias.
·
É um transportador de nitrogênio aos tecidos (junto
com alanina, é a combinação principal que transporta nitrogênio do músculo para
os diferentes órgãos).
·
É regulador da síntese de glicogênio no fígado (é
um aminoácido glicogênico).
·
É combustível respiratório para alguns tecidos:
intestino delgado e células com um ‘turnover’ rápido (células endoteliais,
células dos túbulos renais, linfócitos e fibroblastos).
·
Em determinadas situações de estresse, a homeostese
de glutamina é
alterada semelhantemente ao metabolismo celular normal, enquanto aumenta a
necessidade de glutamina acima
da capacidade que o corpo possui para sintetizá-la.
Glutamina como
combustível do cérebro
·
Glutamina é um nutriente de cérebro e,
especificamente, intervém no uso de glicose pelo cérebro.
·
Glutamina cruza a barreira cérebro-sangue.
·
Uma vez lá, é convertida no aminoácido ácido
L-glutâmico.
·
Assim, a glutamina proporciona uma fonte útil de
energia para o cérebro.
É
um aminoácido que favorece a hidratação
·
Glutamina aumenta o volume da célula muscular
promovendo a hidratação de seu interior (estimula a célula para capturar água).
·
Este processo está ficando conhecido como
‘voluminização celular’.
·
O aumento da hidratação do interior da célula não
significa aumento na retenção de liquido, que está fora da célula, o que
provocaria um aspecto flácido indesejável.
·
Embora não esteja perfeitamente claro o modo com o
qual a glutamina alcança estes efeitos, alguns cientistas propuseram que o
estado de hidratação das células seja fator crítico na manutenção da massa
muscular.
·
Uma célula complemente hidratada é fundamental para
evitar o catabolismo.
Glutamina
e a recuperação de glicogênio depois do treino
Glutamina também
pode contribuir para a recuperação de glicogênio muscular depois do
treinamento, quando os níveis de glicogênio diminuíram ou foram depletados.
Em estudo
executando na Universidade de Pádua, Itália, os investigadores descobriram que
a glutamina tomada com o polimento de glicose provocou o acúmulo de glicogênio
no fígado e nos músculos esqueléticos.
A conclusão mais
importante deste estudo foi que a glutamina provou ser tão eficiente quando a
solução de polímero de glicose, aumentando o glicogênio muscular depois de ter
sido depletado pelo exercício.
A ingestão do
polímero de glicose produziu elevação grande nos níveis de insulina que durou
30-90 minutos, enquanto a glutamina não mostrou efeito nos níveis de insulina.
Este estudo sugere
que comer um alimento rico em proteína e em suplemento de glutamina é potente
estimulante da re-síntese de glicogênio muscular.
Glutamina
no regulamento de glicose
A glutamina pode
se converter em glicose sem modificar os níveis de hormônios no plasma.
Estudo na
Universidade de Roschester, Nova Iorque, EUA, demonstrou a importância da
glutamina como regulador da glicogênese (asíntese de glicose).
Por não produzir
incrementos no níveis de insulina, a conversão de glutamina para glicose não
produziu efeitos lipogênicos (acúmulo de gordura).
Função
da glutamina na recuperação pós trauma
Numerosos estudos
demonstraram que a glutamina é particularmente importante depois de uma
intervenção cirúrgica ou traumatismo.
Estudo recente em
pacientes operados de hérnias, os indivíduos receberam 0,285 gramas de
glutamina por kg de peso corporal ou um placebo. Os pacientes que foram
administrados com glutamina demonstraram equilíbrio de nitrogênio superior em
relação ao do grupo de placebo.
Há vários estudos
que sugerem que a glutamina preserva a massa muscular em pacientes com
queimaduras.






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